terça-feira, 15 de março de 2016

Sobre os Valores Morais


É fácil ser ateu com as premissas a seguir:

1- O mundo é mal.
2- As pessoas estão perdidas, não se tem uma perspectiva de futuro.
3- Logo Deus não existe.

Digamos que o Teísmo é falso. Por que achar, então, que os seres humanos têm valores morais objetivos? Afinal de contas, no ponto de vista naturalista, não há nada de especial nas pessoas. Somos subprodutos do acaso, perdidos num universo hostil, destituídos de mente e que desapareceremos num tempo relativamente curto. Ou seja, palavras de Richards Dawkins, a saber: “não há nada, nenhum propósito, não há mal algum, bem algum, nada, a não ser uma indiferença inútil [...] Somos máquinas. ”

Convenhamos, não é bem assim né... Kkkk! Os valores morais têm sentido em nossa vida. Temos noção, sim, do que é certo e errado. E ser humano tem valor especial intrínseco em si mesmo. Se o Teísmo fosse falso, qual seria então a base dos deveres morais objetivos? Nisso, o ateísmo cai de costas, pois nós seríamos como animais, sem obrigações ou necessidades morais alguma uns para com os outros. Matar, estuprar e fazer guerra não seria errado e praticar o amor, a gentileza e o carinho não seria certo.

De fato, a Bíblia ensina efetivamente que a lei moral de Deus está “escrita nos corações” de todas os homens, de tal forma que mesmo aqueles que não conhecem a lei de Deus “praticam as coisas da lei por natureza”, uma vez que “têm ainda o testemunho da sua consciência” (Romanos 2:14-15).

Portanto, prefiro ficar com as seguintes premissas:

1- Se Deus não existe, não existem valores e deveres morais objetivos.
2- Valores e deveres morais de fato existem.
3- Portanto, Deus existe.

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