terça-feira, 29 de março de 2016

No Monte da Transfiguração...

Uma dúvida que surge entre muitos... Em Mateus 17, Quando a Transfiguração de Jesus acontece, não seria base para a consulta aos mortos e pra tantas outras doutrinas alheias até dentro do cristianismo? Não! FALÁCIA!

Primeiro, o próprio evento já diz que Jesus se transfigurou para falar com as duas pessoas. Se trouxermos isso para os dias atuais, todos nós, ao falarmos com alguém que já morreu teríamos que ou nos tornar em “espíritos”, ou em corpos glorificados, ou ainda em almas penadas.
Imagem Ilustrativa

Segundo, a narrativa diz que foi somente Jesus (na figura de Deus), que falou com Moises e Elias e nenhum humano participou da conversa. Quando Pedro foi tentar participar daquilo, Deus deu um “pito” nele, baixou-se uma nuvem, eles caíram com rosto em terra e ouviu-se uma voz no verso 5 dizendo: “Este é meu Filho amado, em quem me comprazo”, em referência a Jesus.

Terceiro, a doutrina espírita diz que João Batista seria a reencarnação de Elias. Mas então quem teria que aparecer ali seria João Batista e não Elias, pois na reencarnação o que vale é o último corpo, não é?! Batista já havia sido morto, então ele deveria ter aparecido. Além disso, Elias nem tinha morrido. Deus o tinha levado ao céu por livre e espontânea vontade. Cai por terra, tudo isso ai.

E por último, foi um evento único. Se houvessem mais acontecimentos desses narrados na Bíblia, a gente até poderia suspeitar. Mas ela mesma diz pra nós não consultarmos adivinhos e nem os mortos no livro de Isaias, etc. E se Jesus quisesse que nós fizéssemos isso ele teria dito e teria feito com os mortos da época. Como ele não falou e não fez, a gente faz igual. Amém?! Kkkk

terça-feira, 15 de março de 2016

Sobre os Valores Morais


É fácil ser ateu com as premissas a seguir:

1- O mundo é mal.
2- As pessoas estão perdidas, não se tem uma perspectiva de futuro.
3- Logo Deus não existe.

Digamos que o Teísmo é falso. Por que achar, então, que os seres humanos têm valores morais objetivos? Afinal de contas, no ponto de vista naturalista, não há nada de especial nas pessoas. Somos subprodutos do acaso, perdidos num universo hostil, destituídos de mente e que desapareceremos num tempo relativamente curto. Ou seja, palavras de Richards Dawkins, a saber: “não há nada, nenhum propósito, não há mal algum, bem algum, nada, a não ser uma indiferença inútil [...] Somos máquinas. ”

Convenhamos, não é bem assim né... Kkkk! Os valores morais têm sentido em nossa vida. Temos noção, sim, do que é certo e errado. E ser humano tem valor especial intrínseco em si mesmo. Se o Teísmo fosse falso, qual seria então a base dos deveres morais objetivos? Nisso, o ateísmo cai de costas, pois nós seríamos como animais, sem obrigações ou necessidades morais alguma uns para com os outros. Matar, estuprar e fazer guerra não seria errado e praticar o amor, a gentileza e o carinho não seria certo.

De fato, a Bíblia ensina efetivamente que a lei moral de Deus está “escrita nos corações” de todas os homens, de tal forma que mesmo aqueles que não conhecem a lei de Deus “praticam as coisas da lei por natureza”, uma vez que “têm ainda o testemunho da sua consciência” (Romanos 2:14-15).

Portanto, prefiro ficar com as seguintes premissas:

1- Se Deus não existe, não existem valores e deveres morais objetivos.
2- Valores e deveres morais de fato existem.
3- Portanto, Deus existe.